Cirurgia de Amígdalas, quando fazer?

por 16/08/23

As amígdalas ou tonsilas palatinas são órgãos presentes na nossa garganta responsáveis por parte da defesa do nosso organismo contra germes (vírus, bactérias e fungos principalmente) e participam ativamente dessa defesa ao longo de toda nossa vida, principalmente durante a infância. Porém, existem situações que necessitarão de um acompanhamento mais próximo. Vou listar aqui algumas dessas situações.

Quando as amígdalas estão aumentados de tamanho, dizemos então hipertrofiadas, elas podem gerar ronco, apneia obstrutiva do sono, dificuldade para comer alimentos sólidos como carne e frutas menos maduras, alteração na fala e voz e até mesmo dificuldade para respirar.

anatomia das amigdalas e amigdalas doentes aumentadas

A nossa imunidade está o tempo todo nos protegendo contra os microrganismos presentes no ar e nos alimento. Desse modo, as amígdalas podem “trabalhar em excesso“, gerando um quadro de dor de garganta com ou sem febre – as famosas amigdalites. Quando temos muitos quadros de amigdalite ao longo dos meses, alguns pacientes só melhoram com doses altas de anti-inflamatórios e/ou antibióticos, o que são problemas razoáveis de saúde por uma certa quantidade de eventos negativos que podem transcorrer, como a resistência a antibióticos (fenômeno já estudado no mundo há mais de 70 anos e já acontecendo), a presença de efeitos colaterais das medicações, a necessidade de ausências em escola ou trabalho aumentados, gastos com saúde/consultas/internações e até mesmo complicações das amigdalites, como por exemplo, abscessos de garganta, pescoço, obstrução da via respiratória e a temida febre reumática.

Nós otorrinolaringologistas podemos utilizar de uma ferramenta para apoiar a nossa decisão de indicar cirurgia de amigdalas nos pacientes que apresentam episódios recorrentes de amigdalites e são os Critérios de Paradise:

  • Frequência de episódios:
    • ≥ 7 episódios de amigdalite aguda em 1 ano.
    • ≥ 5 episódios de amigdalite aguda por ano em 2 anos consecutivos.
    • ≥ 3 episódios de amigdalite aguda por ano em 3 anos consecutivos.
  • Gravidade dos episódios:A gravidade dos episódios pode variar, mas geralmente os critérios incluem a presença de febre alta, dor intensa ao engolir e inchaço das amígdalas.
  • Impacto na qualidade de vida:A amigdalectomia também pode ser considerada se a amigdalite recorrente estiver causando um impacto significativo na qualidade de vida do paciente

Em alguns pacientes que apresentam dores de garganta de forma mais recorrente ou mais importante, as amígdalas podem ser uma causa muito bem relacionada quando apresentam lesões de superfície como aftas, ou vermelhidão e pus em sua cobertura. Nesses casos é importante avaliar mais de perto se precisa de cirurgia.

Alguns pacientes apresentam assimetria amigdaliana, ou seja, tamanhos diferentes de amígdala. A cirurgia tem um papel diagnóstico para descartar presença de tumor ou lesão maligna nesses casos que ainda assim são raros.

Na dúvida? converse com seu médico otorrino e marque a sua consulta! Não viva um problema tão incomodo quanto não comer ou não respirar direito.

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